terça-feira, 22 de março de 2011

TEDx O'Porto



Neste primeiro post, irei relatar a minha experiência (primeira) no TEDx O'Porto, onde tentarei descrever um pouco do que foi dito pelos oradores e após as descrições de cada um irei colocar as minhas observações.
Isto vai ser um post em crescimento.


Peter Joseph
"Arriving at a resource-based economy"


"Peter Joseph é produtor, cineasta, guionista e realizador dos seus próprios filmes, é também um activista social e fundador do Movimento Zeitgeist.

Mundialmente conhecido como o criador dos polémico filmes "Zeitgeist: The Movie", e "Zeitgeist: Addendum". (retirado da página oficial do TEDx O'Porto)

O Peter não esteve presente na Casa da Música, sendo que a justificação que nos deram foi que ele teria tido um colapso físico, devido a ter realizado mais de 70 apresentações em todo o mundo durante o último ano.Não tenho porque duvidar dos motivos.

Contudo, este via web a fazer a conferencia directamente da Califórnia (também não posso afirmar que era la que ele estava efectivamente, mas também não tenho motivos para duvidar).


Opinião: O Peter foi talvez o orador que mais me deixou a pensar. Apresentou um projecto, com medidas concretas para uma alteração da economia. Ele acha que a economia baseada no dinheiro está esgotada e que é necessário mudar o paradigma económico e transferi-lo para os recursos. "The Venus Project" é o projecto que ele encabeça nesse sentido. O que ele defende é uma economia baseada nos recursos, onde o recurso é o mais importante. Ele defende coisas tão simples, como colocar máquinas a realizar as tarefas "chatas" e perigosas em vez das pessoas, até à gestão eficiente dos recursos.

No final do dia, fomos ainda brindados ao sair da Casa da Música, com um DVD do novo documentário realizado pelo Peter e que nos foi entregue por adolescentes e jovens. Imagine-se, afinal, apesar de estarem à rasca ainda conseguem ter motivações e ideais. (Mas a este ponto vou voltar no final, porque este assunto merece um post, depois do que vi e ouvi neste evento, pois não é o meu espanto em saber que há tanta gente enganada e estupida, que nada sabe sobre o "Movimento da Geração à Rasca". A ignorância é bonita porque é espontânea, a estupidez aparece, quando a ignorância é propositada e trabalhada e isso já é feio.


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    Celso Grecco.

    "As lições que aprendi com um domador de leões"

    "Consultor em Responsabilidade Social, Sustentabilidade e Investimento Social no Brasil, fundador da Atitude (Associação para o Desenvolvimento do Investimento Social), com sedes no Brasil e em Portugal. 


    Criador da primeira Bolsa de Valores Sociais do mundo (BVS) para a Bolsa de Valores do Brasil. A BVS foi adoptada como Estudo de Caso pela ONU e lançada em Portugal em 2009 na Euronext Lisbon.

    Em 2008 recebeu o prémio Vision Awards entregue pelo Prémio Nobel da Paz professor Muhammad Yunus e em Dezembro do mesmo ano foi homenageado na sede da ONU em Nova Iorque.

    É Fellow da Ashoka (rede de empreendedores sociais presente em mais de 65 países), Senior Fellow da Synergos, co-autor do livro Financing the Future – Innovative Funding Mechanisms at Work e membro do conselho de diversas organizações sociais no Brasil e na Europa.

    É ainda co-chairman da Social Stock Exchange Association com sede em Berlim, organização que pretende promover o conceito de mercados de capital social e, desde 2007, consultor de marketing para o Charity Bank – primeiro banco sem fins lucrativos do mundo, com sede em Inglaterra." (retirado do site oficial do TEDx O'Porto)

    O Celso trouxe uma ideia que já está implementada no Brasil e a ser implementada em Portugal (mas em moldes diferentes).
    No Brasil, ele teve a ideia de criar uma Bolsa de Valores Sociais, que é um projecto que está indexado à Bolsa de Valores do Brasil. E qual é o seu intuito? O Intuito desta BVS, é permitir aos investidores, perceberem a responsabilidade social das empresas onde investem. Cada vez é maior esse interesse por parte dos investidores. No Brasil, o investidor, através da BVS apenas recebe de retorno a satisfação social de perceber se a empresa onde investiu é mais ou menos responsável socialmente falando.

    Em Portugal, a Bolsa de Valores, está também a implementar este projecto, sendo que tem uma pequena diferença. Vai ser possível ao investidor receber dividendos através desta Bolsa de Valores. É um projecto pioneiro no mundo, e o próprio diz já ter recebido contactos por parte da Bolsa de NY e também de Berlim (se não estou em erro).

    Opinião: Pareceu-me um projecto interessante à partida, que espero que não seja subvertido, tenho algum receio que exista um aproveitamento por parte dos especuladores novamente (tal como a história nos tem ensinado).

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    Nuno Delgado


    "A Maior escola de judo do Mundo"


    O Celso partilhou o seu tempo com o nosso conhecido Nuno Delgado, que foi lá para promover a sua Escola. Ele está a tentar criar a maior Escola de Judo do Mundo, que é um projecto desportivo e social. Transmitiu uma mensagem de positivismo e boa disposição, colocando toda a gente a dançar.


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      Ricardo Schiappa

      "Descobrindo dimensões diversas" 

      "Doutorado em Física pelo MIT, nos Estados Unidos, foi depois investigador duas paragens de metro mais acima, em Harvard, até 2002. De volta à Europa, foi investigador no CERN – European Organization for Nuclear Research, na Suíça. Actualmente trabalha no Departamento de Matemática do IST, em Lisboa, onde desenvolve investigação na interface entre a Física e a Matemática, mais especificamente na Teoria de Cordas.

      Esta teoria propõe-se unificar a descrição da natureza em muito larga escala, macroscópica, das galáxias ao universo distante, com a descrição da natureza numa escala muito pequena, microscópica, dos átomos aos seus constituintes mais fundamentais. No fundo, é uma forma de explorar toda a multiplicidade de fenómenos naturais que nos rodeiam, dentro de uma teoria única e unificadora."(retirado do site oficial do TEDx O'Porto)

      O Ricardo apresentou-nos a teoria de Cordas de uma forma muito genérica, como seria de esperar e mesmo assim ainda ficamos , presumo que quase todos, boquiabertos com os termos mais técnicos (que ele tentou evitar).

      Opinião: Ou seja explicou a Teoria de Cordas para leigos, o que eu lhe agradeço, porque assim consegui perceber alguma coisa. Sendo a física é algo que sempre me fascinou, o Ricardo apresentou-a de uma forma sublime e arrebatadora, mostrando que o Universo pode ter várias dimensões... E quando se fala de universo e se fala bem como ele o faz, só há uma sensação que uma pessoa que o entenda possa ter: Insignificância.

      É um único sentimento que uma pessoa que compreenda o que é falado em astronomia, pode ter. Verificar e tomar consciência do quão insignificante é no Universo e no entanto o poder que tem para o fazer mover é algo simplesmente arrebatador. Não tenho mais considerações a fazer sobre o Ricardo a não ser o de desejar que continue com o bom trabalho.

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        Jonshon Semedo

        "Djunta Mo - Dar as mãos" 

        Photo ⓒ José Fernandes



        "Morador no bairro da Cova da Moura, difícil laboratório Social, o Johnson tinha tudo para ter a vida determinada pelos erros que cometeu. Num dos vários processos de reabilitação, desmistificou o ódio e o racismo. A educação religiosa e os princípios ensinados pelos pais despertaram nesta altura. 

        Ex-presidiário redimido, tem 37 anos, é casado e tem dois filhos. Trabalha numa agência de comunicação e é activamente empenhado na recuperação de jovens delinquentes em casas de correcção e em trabalho comunitário na prevenção da delinquência nas crianças e pré adolescentes.

        É um dos membros mais conhecidos do Moinho da Juventude, é treinador de futebol no Real Clube da Buraca e coordenador desportivo. Tem como um dos sonhos concluir o liceu para servir melhor as instituições para quem trabalha. Mas mesmo sem isto, são muitos os técnicos vindos de outras instituições, de outros bairros de todo o País, que querem aprender tanto com o Moinho como com a experiência e lucidez do Johnson Semedo." (retirado do site oficial do TEDx O'Porto)

        O Jonshon apresentou a sua história de vida. Uma história de vida, que vai desde o abandono precoce de casa (10 anos), passando pelo crime (droga e roubos) até ao momento actual, onde "livre de todos os males" tenta evitar que outras crianças sigam o percurso que ele percorreu.

        Opinião: A historia do Jonshon é um misto do bom e do mau. Mas de uma coisa ela está repleta, de honestidade.

        Como o anfitrião do TEDx disse várias vezes, a história é marcada pelo facto de ele não atribuir culpas do que quer que seja a ninguém, a não ser a ele próprio. A história é tocante e de valorizar é a força de vontade não só de largar todo o seu passado de mau (drogas, roubo, cadeia) e estar empenhado e trabalha activamente num projecto de apoio a crianças do bairro onde ainda hoje vive. Ele assume múltiplas funções no projecto e ainda vai às cadeia deixar uma mensagem de esperança para todos aqueles que quiserem voltar a estar integrados na sociedade. 

        O que eu retiro essencialmente é a força de vontade em mudar e o reforço da ideia que tenho. Uma sociedade seja ela de que tipo de ser vivo estejamos a falar, é um grupo onde as maioria das pessoas se identifica com as regras básicas e fundamentais definidas para a mesma e quem não quiser seguir essas regras só tem um caminho, encontrar outra sociedade (onde se identifique), noutro espaço para viver a sua vida. Aqueles que acham que a Sociedade está contra eles, se calhar deveriam pensar se não são eles que estão contra a Sociedade.

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        Joice Fernandes

        "Shapping the future with technology"

        "Director mundial das Alianças Público-Privadas da Microsoft, que permitem o acesso de milhões de pessoas a tecnologia pessoal. Lidera uma equipa que fornece especialistas e recursos a governos dos 5 continentes. 


        Sendo o motor por trás do maior projecto de inclusão digital em Portugal, o trabalho do Joice com o governo português resultou na entrega de 1,5 milhões de computadores a estudantes e famílias." (retirado do site oficial do TEDx O'Porto)

        O Joice apresentou a visão da Microsoft sobre o futuro das novas tecnologias e o impacto que elas tem actualmente, mergulhando de cabeça no projecto Magalhães e fazendo publicidade ao mesmo.

        Opinião: A apresentação foi boa, ao estilo americano, mas não me surpreendeu minimamente. Provavelmente por eu trabalhar diariamente com a Microsoft e conhecer muitos dos seus projectos, a apresentação e a mensagem que ele apresentou, centrada na educação, não foi novidade para mim e chegou mesmo a colocar-se em tons de publicidade gratuita.

        Não tenho muito mais a dizer quanto a esta apresentação, mas aconselho as pessoas a verem a apresentação, porque ela foi bastante boa, não obstante o conteúdo para mim não ter sido grande novidade.

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        Ricardo Serrão Santos

        "Para além da luz"


        “O Senhor Oceanos”, nas palavras da National Geographic Portugal, é doutorado em Biologia pela Universidade de Liverpool. Director do Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores, é também Presidente do IMAR - Instituto do Mar. Dedica-se fundamentalmente ao estudo e ensino da biodiversidade e conservação do ambiente marinho, integrando e coordenando numerosos projectos de investigação nacionais e internacionais.

        As suas principais áreas de interesse são a conservação dos habitats e biodiversidade, a implementação e avaliação de Áreas Marinhas Protegidas e a investigação experimental com organismos do oceano profundo. 

        Com a sua actividade nesta área, contribuiu para que a Universidade dos Açores tenha atingido a 9ª posição a nível mundial na investigação em “ecossistemas hidrotermais". (retirado do site oficial do TEDx O'Porto)

        Se antes já tínhamos viajado através das dimensões com o Ricardo Schiappa, foi a vez do Ricardo Santos nos fazer uma viajem ao Oceano profundo. Mostrou-nos que as maiores montanhas do mundo se escondem debaixo de água, apresentou-nos o oceano como um lugar escuro em quase toda a sua imensidão, mas ao mesmo tempo cheio de vida em qualquer recanto. Vida milenar inclusive. Mostrou-nos a tecnologia de ponta que está a ser utilizada para a exploração marítima, assim como algumas das novas espécies que tem surgido a cada metro de profundidade que é conquistado. Enfim, foi só o Oceano.

        Opinião: Não foi uma apresentação brilhante, mas penso que teve o condão de despertar as pessoas para as potencialidades do mar enquanto negócio, assim como da sua importância enquanto fonte de vida. Há tanto para estudar no fundo do mar, que podemos concluir que neste momento somos capazes de conhecer melhor o espaço do que os nossos próprios oceanos.

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        Guilherme Collares Pereira

        "Sun Kit - A tool to alliviate poverty"

        "Licenciou-se em Gestão pelo ISCTE e é pós-graduado em Economia Internacional pela Universidade de Nancy, em França, ao que acrescentou um Mestrado Executivo em Sustentabilidade Empresarial, Negócios e Ambiente pelo INDEG/ISCTE.


        Acumula quase 3 décadas de responsabilidades ao nível da gestão e do marketing em sectores competitivos e dinâmicos, estando presente na direcção de várias associações empresariais, tanto em Portugal como no estrangeiro.

        Actualmente, para além de Director de Responsabilidade Social da Fundação EDP, é Vice-Presidente da Direcção da SUN AID – Associação para o Desenvolvimento pela Energia Solar – e é nessa qualidade que vem ao TEDx O'Porto.

        Interessado em tudo o que tem a ver com Inovação Social, é fluente em espanhol, inglês e francês, e gosta de estar com a família e os amigos, preferencialmente a viajar." (retirado do site oficial do TEDx O'Porto)

        O Guilherme apresentou o projecto SUN AID, que é um projecto ambicioso, que tenciona fazer chegar a luz eléctrica a todos os locais do mundo que não tem acesso à electricidade de uma forma limpa e barata. Neste momento o projecto está orientado para África, tentando fazer chegar aquilo que eles denominaram de Kit Solar a todas as famílias.


        Para esta organização bastava que cada casa existisse um destes Kits Solares, para que toda a vida doméstica fosse facilitada, libertando as famílias para fazer um trabalho mais produtivo e permitindo às crianças dedicar mais tempo ao estudo. O Kit solar é composto por: 1 pequeno painel solar, 1 forno solar e 1 purificador de água.

        Opinião: Achei o projecto tão ambicioso e tão bem apresentado que quase me chegou a parecer publicidade. Penso que a ideia é bonita e interessante, sendo que barato não quer dizer de borla. E neste momento, as famílias necessitadas que estão em África tem necessidades muito superiores a estas. Eles tem necessidades de suprimir a fome, tem necessidade de suprimir as grandes deslocações que as mães e pais estão obrigados a percorrer a pé para trazerem sustento para casa, tem necessidade suprimir a falta de condições de higiene e mesmo de roupa. De que nos vai adiantar ter um kit solar em casa, para abastecer as casas de energia eléctrica, quando não existe tempo de qualidade para passar em casa. O forno solar, será bonito, se houver energia acumulada para fazer as refeições à noite... e quando não houver sol? Como é que estas famílias vão fazer a sua lide diária. Neste momento, existem necessidades muito mais importantes a suprimir do que a falta de energia eléctrica à qual essas famílias já estão habituadas. Mas não deixa de ser um projecto interessante.

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        José Bento dos Santos

        "O melhor peixe do mundo"

        Formado em Engenharia Químico-Industrial pelo IST, é broker de metais e produz vinhos de prestígio internacional na sua Quinta do Monte d’Oiro.

        É Presidente da Academia Internacional de Gastronomia, membro da Académie des Psychologues du Goût, Chevalier du Tastevine Chevalier des Entonneurs Rabelaisiens. Foi condecorado pelo Presidente da República e pelo Ministro francês da Agricultura. Recebeu a Medalha de Mérito Turístico e ainda a Medaille d’Or da Chaîne des Rôtisseurs.

        Escreveu os livros Subtilezas Gastronómicas – receitas à volta de um vinho, O Sentido do Gosto e Allgarve Gourmet, publica regularmente artigos sobre gastronomia e vinhos e dá conferências regulares sobre estes temas, tanto no País e no estrangeiro.

        Criador e apresentador das séries televisivas Segredos do Vinho (SIC) e O Sentido do Gosto (RTP), é ainda coordenador do programa de promoção da gastronomia portuguesa Prove Portugal / Taste Portugal. (retirado do site oficial do TEDx O'Porto)

        O José Bento dos Santos, não nos apresentou nenhum projecto em particular, mas falou-nos da sua área de expertise, a comida, em particular, o peixe. Todo o seu conteúdo, sem ser brilhante, foi de uma brilhante apresentação. Falou-nos do peixe português, como sendo o melhor peixe do mundo, a principio todos ficamos com a satisfação patriota da expressão utilizada. Mas com o tempo, ele foi-nos dando argumentos, atrás de argumentos, que nos fizeram mesmo acreditar que temos na nossa costa, o melhor peixe do mundo. Indicou-nos que alguns dos melhores restaurantes, assim como alguns dos melhores Chefes (de cozinha, claro) do mundo exigem trabalhar apenas com peixe português e que todos os dias de manhã saem um avião com peixe para Nova Iorque.

        Opinião: Tal como já fui adiantando nos parágrafos anteriores, não foi um conteúdo brilhante, mas foi apresentado de forma brilhante, cativante e apaixonada de quem gosta efectivamente do que faz.

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        Sandra Fisher-Martins
        "O direito a compreender"


        "Sandra Fisher-Martins é directora da Português Claro, uma empresa de consultoria e formação que introduziu em Portugal o conceito de linguagem clara e que, desde 2007, ajuda as empresas e instituições portuguesas a comunicar de uma forma mais clara.



        Sandra interessa-se pelo uso da linguagem clara e do design de informação como forma de ajudar os cidadãos a tornar decisões mais informadas acerca da sua saúde, educação, bem-estar e direitos cívicos. As Finanças, a Segurança Social, a banca e os seguros são algumas das áreas onde esta abordagem pode fazer toda a diferença.

        Representante em Portugal da associação internacional Clarity, que promove a simplificação da linguagem jurídica e administrativa, Sandra faz ainda parte da Direcção da PLAIN – Plain Language Association International – e do International Plain Language Working Group, um grupo de especialistas em linguagem clara que está a definir standards para a prática desta profissão." (retirado do site oficial do TEDx O'Porto)

        A Sandra apresentou-nos uma nova perspectiva de olhar para os nossos direitos. Que tal falarmos do direito a entendermos as comunicações escritas e verbais que nos são destinadas? A Sandra apresentou-nos o seu movimento cívico (associado ao seu negócio, embora não tivesse sido falada essa vertente), que pretende não a alteração da lei para que os documentos públicos sejam de acesso fácil a qualquer pessoa, mas sim que a lei que já existe seja aplicada.
        Isto é, imaginem-se a ler um contrato de trabalho, uma comunicação do tribunal, ou mesmo das finanças, ou até mesmo uma simples conta de electricidade. Existe já um decreto de lei que obriga que estas entidades escrevam em linguagem simples estes documentos, para que qualquer pessoa que não conheça os termos técnicos, possa perceber de forma clara o que é pretendido com aquela comunicação.

        Opinião: É um projecto bastante interessante, que me despertou enorme interesse, e que me colocou logo a pensar... porque não "obrigar" (já que de livre vontade não vamos lá), o Governo a publicar os Orçamentos de Estado, PECs e outra documentação em linguagem acessível a todos, para que todos possamos estar a par do que é planeado e executado. Não chega dizer que os documentos são publicados nos jornais ou no DR e que toda a gente tem acesso, é necessário também que toda a gente consiga entender o que lá está escrito. E a partir daqui podemos implementar a linguagem simples a tantos e tantos documentos de interesse público que não estão ao alcance de todos nós (eu próprio me incluo neles).



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        Mark Boyle
        "The Moneyless man"


        "Mark Boyle, Inglês, formado em economia, ex-empresário, desiludido com o sistema. 

        Após muita reflexão, resolveu dedicar a sua vida ao essencial, pelo que vive há quase dois anos sem dinheiro, numa roulotte estacionada junto a uma quinta, perto de Bristol e "safa-se muito bem". Come o que produz, troca ou recebe. Tem um computador alimentado a energia solar e desloca-se de bicicleta. Acredita e defende uma economia de partilha e interdependência. Vê-se a si próprio como um homeopata social porque trabalha a partir da raiz dos problemas.

        Na sua opinião, o mal estar social e ambiental vem da falta de ligação das pessoas à produção dos seus bens. "Se estivéssemos directamente envolvidos no cultivo dos alimentos, não os desperdiçaríamos. Se fizéssemos os nossos móveis não os descartaríamos sem apego. Este distanciamento entre o produtor e o consumidor aumentou tanto que nós estamos inconscientes dos níveis de destruição e sofrimento que provocam as coisas que compramos.

        Fundador da organização The Freeconomy Community's, com a qual procura esclarecer e orientar as pessoas de forma a que estas se liguem à sua comunidade pelo simples acto de partilha. Com esta associação procurar despertar consciências para que mais e mais pessoas descubram maneiras menos materialistas e mais despojadas de viver.

        Nesta jornada aprendeu que é a amizade a verdadeira segurança e não o dinheiro. E que quase toda a pobreza do mundo Ocidental é essencialmente pobreza de espírito. " (retirado do site oficial do TEDx O'Porto)


        Opinião: Antes de mais, foi, para mim, complicado entender o inglês do Mark Boyle, tinha um sotaque muito carregado. Mas do que consegui perceber, a mensagem que ele passa é simples. Ele colocou-se no extremo oposto ao dos magnatas. Ele tem perfeita noção disso e do que me apercebi ele leva a vida dele com esta filosofia exactamente para mostrar como é possível viver no extremo oposto ao consumismo. Na minha opinião, a forma mais correcta de viver, seria o intermédio, onde consumo é moderado pelas necessidades básicas e tudo o resto deverá ser sustentável. Não se pode ser consumista só porque se gosta de mais um par de sapatos, mas também não se pode ser tão terra-a-terra que nos obrigue a ter de voltar à troca de serviços para viver, porque se não isso vai levar-nos a um modo de vida sedentário e pouco evolucionista. Mas o Mark coloca-se no extremo oposto, para mostrar que o sistema económico actual não responde às necessidades de sobrevivência, mas sim às necessidades de ganância.
        Contudo, questiono se ele conseguirá mesmo viver sem dinheiro algum...

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        Manuela Gonzaga
        "Histórias de família"


        "Foi professora, bancária, artesã, tradutora, jornalista a maior parte do tempo até há nove anos atrás, quando assumiu a escrita a tempo inteiro. Viajante desde os 12 anos, aprendeu que nas viagens se carrega quase só o essencial – os amores e o enorme saco das memórias. Escritora, com nove livros publicados desde biografias a romance, contos, e uma colecção juvenil, de Manuela Gonzaga já se disse também que o grande romance da sua vida seria contar a sua. Multifacetada, mãe de quatro filhos, viveu entre Moçambique, Angola, Portugal, adora o Brasil que visita com regularidade, e diz que se sente em casa em todos os lados onde tem amigos. Vai frequentemente a Espanha, ao Reino Unido e a Itália. Lusófona de raiz, natural do Porto, cidade que ama, tem um pacto com a cultura portuguesa. É historiadora, desenvolve projectos de investigação, e na cabeça tem sempre vários livros ao mesmo tempo. Adormece a contar histórias a si própria." (retirado do site oficial do TEDx O'Porto)


        Opinião: Eu não tenho muito para dizer sobre a Manuela Gonzaga. Eu penso que no final ficamos todos sem saber muito bem o que é que ela quis transmitir. Contou uma bela história sobre a região do Porto, mas não trouxe muito mais do que isso. Penso que ela tentou dizer que o futuro constrói-se tendo por base o passado e que o passado já nos mostrou de que fibra é que o povo português é "feito". Mas sinceramente não consigo ir muito mais além do que isto.

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        Bento Amaral
        "A minha vida é a minha mensagem"


        "Bento Amaral tem 41 anos e ficou tetraplégico aos 25, num acidente na praia. Licenciado em Engenharia Alimentar e velejador experimentado, não deixou que o acidente o parasse.

        Hoje em dia, é Chefe dos Provadores do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto, professor de Avaliação Sensorial na Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica no Porto e colaborador da revista “Blue Wine”. Foi membro do Júri do “International Wine Challenge” por várias vezes entre 1996 e 2009. 

        Depois de ter descoberto a vela adaptada, em 2001, foi campeão mundial da classe Access Liberty na categoria de deficientes profundos, em 2005. Mais tarde, qualificou Portugal pela primeira vez na modalidade de vela para os Paralímpicos de Pequim, que terminou em 9º lugar. 

        Participa regularmente em conferências, colóquios e debates sobre a integração de deficientes na sociedade, desporto adaptado e vivência pessoal e espiritual. Em 2009 recebeu a condecoração de Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, das mãos do Presidente da República. É um apaixonado pelo vinho, pelo mar e pela Carmo, com quem casou em 2007. Adora praticar ski na neve para deficientes (é ex-recordista mundial de velocidade no desporto,onde atingiu 120,8 km/h). Gosta de cozinhar, ler e estar com os amigos. E é, seguramente, mais feliz hoje do que antes do acidente."(retirado do site oficial do TEDx O'Porto)


        Opinião: O Bento Amaral provocou-me um misto de orgulho com revolta. Orgulho por perceber que as pessoas tem capacidade de ultrapassar as dificuldades que a vida lhes coloca à frente e porque conseguiu representar o nosso país além fronteiras de forma brilhante, nomeadamente no desporto. Revolta, porque, quer o anfitrião, quer o próprio Bento Amaral, passaram a mensagem que tudo isto se consegue com força de vontade e não é bem assim. Muitas outras pessoas nas suas condições não conseguem fazer nem metade do que o Bento Amaral fez, porque queiramos ou não, o dinheiro conta muito. E para quem há 20 anos atrás já praticava ski, vela e outros desportos do género, não será difícil de perceber que já existe um grande suporte financeiro por trás. Não é um comum cidadão (mesmo sem qualquer incapacidade física) que consegue participar num campeonato do mundo de vela na Austrália às suas custas, isto custa dinheiro. Para mim, a mensagem que passa é que qualquer pessoa consegue fazer tudo de uma forma fácil, o que não é verdade. Acho que não pode ser assim que se passam as mensagens. Muitas pessoas querem que a vida lhes corra desta forma e tudo o fazem para o conseguir, mas não é tão fácil como foi pintado.

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        Dirk Nieport
        "Douro - Um conceito único para vinhos de mesa"

        "Nascido no Porto em 1964, Dirk Niepoort é a quinta geração de uma família holandesa tradicionalmente dedicada à comercialização de vinho do Porto. Apesar do negócio familiar, só se interessou por vinho depois de estudar Economia na Suíça. Foi um estágio que lhe acendeu o entusiasmo pelo que passaria a ser o seu modo de vida.


        Em 1987, junta-se ao pai no negócio da família e inicia uma revolução interna. Defensor da ideia de que existem vários Douros no Douro, adquire as primeiras vinhas e começa a produzir vinho de mesa, numa região até aí consagrada ao Porto.

        Reformista, inconformado, irreverente, o seu nome passa a ser sinónimo de inovação e antevisão de tendências futuras. Em 2004, elimina a utilização de químicos nas suas vinhas, poupando 20 mil euros anuais e conseguindo vinhos mais equilibrados e puros. Mas nunca deixa de sustentar a vanguarda com a tradição: ao mesmo tempo, reintroduz técnicas tradicionais como os lagares, alegando que “os velhinhos é que sabiam”.Figura central dos Douro Boys, é sem dúvida o principal responsável pela transformação da Niepoort na empresa que é hoje: um símbolo de qualidade mundial, representado em mais de 50 países." 
        (retirado do site oficial do TEDx O'Porto)


        Opinião: Antes do Tedx O'Porto, já conhecia minimamente a história recente da Niepoort e o Dirk é um excelente comunicador. Cativou desde o inicio o público, pela sua simplicidade. Mas o mais interessante é que por trás de um ar um pouco "rude" e de uma comunicação simples e directa, revela-se um profundo conhecedor da área em que trabalha e um homem com uma capacidade de visão muito grande, mas penso que o que mais se destaca no Dirk é a coragem em arriscar. Este arriscar, é um arriscar muito pensado, tal como ele o demonstrou, mas arrisca e não tem medo de falhar, como ele próprio o admitiu que aconteceu na primeira tentativa de introduzir o seu vinho na Holanda. Mas foi com esse erro que aprendeu, para os mercados seguintes e ainda foi a tempo de dar a volta a esse pequeno erro. São empresários destes que fazem falta ao país.


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        Joaquim Borges Gouveia
        "O desabrochar das ideias"

        "Joaquim Borges Gouveia é Professor Catedrático do Departamento de Economia, Gestão e Engenharia Industrial da Universidade de Aveiro. É licenciado em Engenharia Electrotécnica e dos Computadores pela Universidade do Porto, onde também se doutorou e agregou.

        É investigador do Centro de Investigação em Governança, Competitividade e Políticas Públicas, assim como membro da Comissão Executiva da Fundação para a Computação Científica Nacional. Em 1983 foi um dos fundadores do INESC.

        Actualmente, é Presidente do Conselho de Administração da Energaia, Presidente da Associação das Agências de Energia e Ambiente e administrador não executivo da GALP SGPS.Tem participado em diversos congressos, conferências, seminários, workshops e outras reuniões de carácter científico e técnico, quer como organizador, quer como palestrante.Na sua actividade científica e pedagógica, publicou mais de uma centena de artigos pedagógicos, científicos, técnicos e de divulgação, em Portugal e no estrangeiro.As suas áreas de interesse passam pela Energia, Gestão, Gestão da Inovação e da Tecnologia, Empreendedorismo, Gestão de Operações e Lean Management, Sistemas Energéticos Sustentáveis e Sistemas complexos. Tem como hobbies viajar, ler e pensar no sofá. No TEDx O'Porto 2011, vai falar do "Desabrochar das Ideias"." (retirado do site oficial do TEDx O'Porto)


        Opinião:A mim custa-me sempre dizer alguma coisa sobre algo que não me motivou qualquer interesse. O discurso foi muito académico e teórico sobre a criação de ideias. O discurso pareceu-me mais promocional à sua pessoa do que propriamente um discurso com intuito de alterar mentalidades. Notou-se ali um pequeno conflito entre a sua actual profissão académica e a vontade de se ligar ao sector privado. Foi provavelmente a intervenção que menos gostei.

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        Miguel Neiva
        "ColorAdd"

        "Designer portuense, é o criador do ColorAdd, o sistema de identificação de cores para daltónicos que foi considerado pela revista Galileu “uma das 40 ideias que vão mudar o mundo”.


        É Mestre em Design e Marketing pela Universidade do Minho, onde lecciona no Mestrado em Comunicação de Moda. É também colaborador do CIAUD (Centro de Investigação em Arquitectura, Urbanismo e Design), investigador do Mind Language Action Group (Instituto de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto) e membro da Comissão Técnica para as Acessibilidades e Design Inclusivo, coordenada pelo Instituto Português de Qualidade.Co-autor do livro “Porto – um ponto de vista”, em colaboração com o Arq. António Laúndes, mantém ainda o atelier – ÍCONE · Miguel Neiva atelier design, orientado para o Design de Comunicação e Design de Equipamento." (retirado do site oficial do TEDx O'Porto)

        Opinião: Este apanhou-me completamente de surpresa. Eu já conhecia de vista o Miguel Neiva, porque ele trabalhou durante algum tempo em frente ao meu local de trabalho e não raras vezes nos cruzamos à hora do lanche no café onde costumamos lanchar. Mas só o reconheci, quando o vi no ecrã gigante e só depois associei ao projecto, que já conhecia, de criar um sistema de identificação de cores para daltónicos. Sendo que à partida parece ser um projecto de "malucos", o que é certo é que estamos a falar de um nicho de mercado pouco explorado e que acima de tudo tem problemas sociais porque não conseguem distinguir algumas cores. Cientificamente estou incapaz de falar sobre o daltonismo e mesmo o Miguel teve muita dificuldade (segundo ele) em encontrar informação cientifica sobre o estado actual do daltonismo e foi ele próprio quem executou um estudo mais amplo sobre o daltonismo a nível mundial. Para já, o Miguel foi um excelente comunicador e penso que transmitiu a 100% a sua mensagem e depois podes estar perante um marco histórico. O Miguel pode muito bem a ser considerado o pai do sistema de código de cores. É certo que podemos argumentar que já existe o "RAL" (Pantone), mas também é justo concordarmos que não deve ser fácil decorar um código de cores baseado em 40 cores e que se desmultiplica em sub cores. Será complicado a um daltónico sabe de que cor é que é determinada camisa se o código da côr for o RAL 1003. O sistema criado pelo Miguel e pela sua equipa é muito mais simples e é baseado em símbolos combinados (como os semáforos) que muito facilmente se consegue decifrar. Este sistema já começa a ser adotado por grandes marcas e instituições. Gostei muito do projecto.


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        Marta Mira
        "Uma outra forma d'Star"


        "Criadora/produtora/cantora. Directora artística e cantora no projecto musical "OqueStrada", mais conhecida por "Miranda, a das Cantiguinhas na boca e algum amor no coração". 



        Nasceu algures nos anos 70 em Lisboa, onde viveu até aos nove anos. A partir daí habitou p’lo sul do país, onde descobriu um outro Portugal. Foi neste estado de fronteira, entre a cultura urbana onde nasceu e a rural que vivenciou, que deliberou o seu ângulo artístico.

        Apaixonada por ciências humanas, populações e migrações, trabalha na conquista de um espectáculo "profundo e popular". Fundou a associação cultural Piajio em 2001, altura em que iniciou o trabalho como criadora numa parceria artística com Jean Marc Dercle, onde a dramaturgia surge de uma realidade de um país em transição económica.Lançou projectos como Incrível Tasca Móvel , o Incrível Club e OqueStrada.(retirado do site oficial do TEDx O'Porto)



        Opinião: Acho que foi o momento mais estranho do dia. Mas a culpa disso foi do anfitrião do evento. No cartaz a Marta Mira aparece como uma das oradores, contudo, o anfitrião esteve o dia todo a referir que os OqueStrada iriam terminar o dia com algumas músicas. Por isso e já no fim do dia, ninguém percebeu porque é que a Marta passou grande parte do tempo a falar da sua experiência pessoal e profissional, em vez de cantar. Foi um momento muito estranho que poderia ter sido evitado. Aproveito para dizer que os OqueStrada são um projecto musical que eu gosto muito, conheço à mais ou menos um ano e que me cativou à primeira.

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        Filipe Santos
        "Portugal - Blues or Blue?"


        "Licenciado em Economia pela Universidade Nova, é um apaixonado pelo conhecimento como forma de perceber e comunicar o mundo que nos rodeia.


        Passou do estudo da Economia para a Teoria das Organizações, Inovação e Empreendedorismo, áreas em que se doutorou em Stanford.

        Actualmente é Professor Associado de Empreendedorismo no INSEAD, onde actua como Intrapreneur. Lidera o Centro de Empreendedorismo e lançou a iniciativa em Empreendedorismo Social, que vê como uma poderosa ferramenta de transformação da sociedade.Na sua investigação, procura os fundamentos teóricos de uma nova forma de gerir a Economia, que seja complementar ao capitalismo de mercado. Procura perceber também o papel e o comportamento dos empreendedores como agentes de mudança.(retirado do site oficial do TEDx O'Porto)



        Opinião: O Filipe tentou analisar o estado actual de Portugal, se seriamos um país destinado ao drama do fado ou um país destinado a contrariar as expectativas negativas que muitas vezes nos apontam. Concordei quando ele defende que já não é possível permitir que existam trocas de influências entre o Estado e os privados. Concordei com ele quando defende que o Governo deve ser totalmente transparente para todos. E discordei quando ele defendeu que deveria haver mais flexibilidade no despedimento. Eu compreendo a medida, de que facilitar o despedimento, também ajuda a facilitar o emprego. Mas isso só funciona, quando o emprego é bem remunerado e quando o empregador é sério. Em Portugal (e na maioria dos países latinos) isso não existe. Nem os ordenados compensam uma flexibilidade nos contratos, nem os empregadores são gente séria (em 90%) dos casos.

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        Tiago Pereira
        "A alfabetização da memória"


        "Realizador/visualista/vídeomúsico/performer/agitador/ artista/nadadisto/tudo isto. Tiago Pereira não encaixa nos cânones.


        Defensor de que "o deslumbramento urbano com o exótico rural representa estagnação e parolice", procura dar voz à tradição numa lógica contemporânea. Objectivo: chegar à tradição de futuro.

        Parte da memória oral, das lendas, contos, cantigas e afins, mas reinventa-os através do "sampling". "Não tenho esse conceito do recuperar, porque eu vejo sempre o património imaterial como uma coisa viva. O que quero é que seja ainda mais vivo e fale ainda a mais gente".

        Filmes como "*11 Burros Caem no Estômago Vazio"* , "*Sonotigadores deTradições* " e "*Quem Canta Seus Males Espanta* " já lhe valeram distinções como o Grande Prémio Tóbis no Doc Lisboa 2006, Melhor Filme Etnográfico no Dialektus Festival (Hungria) e o Grande Prémio do Júri no Ovarvídeo 2003."Tradição oral é transmitir o que se vive. Passá-lo de geração em geração,contaminando-se, alargando-se e atingindo combinações infinitas"." (retirado do site oficial do TEDx O'Porto)



        Opinião: O Tiago tem um projecto bonito. Começou o seu discurso dizendo que ganhava a vida a filmar velhinhas, mas o que é certo é que o Tiago está a fazer aquilo que só alguns fizeram até hoje, que é registar a tradição portuguesa. Há muito pouco registo de vídeo sobre o Portugal após a criação da máquina de filmar. E o que o Tiago anda a fazer por esse país fora é tentar registar a cultura tradicional popular e tentar transmiti-la às gerações mais novas mas de uma forma a que estas tenham curiosidade de parar para ver. Gostei muito da sua energia e do projecto em si.

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        João Marques Teixeira
        "A cronobiologia da melancolia"


        "Psiquiatra e psicoterapeuta, dirige o Laboratório de Neuropsicofisiologia da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto e o Neurobios – Instituto de Neurociências no Porto. Desde muito cedo que se interessou pelas ligações entre o funcionamento do cérebro e as suas correlações comportamentais.



        Dedicou-se ao estudo dos processos cognitivos e emocionais, quer na sua vertente mais psicofisiológica, quer na sua vertente mais neuropsicológica. Tem produzido e dirigido um vasto conjunto de investigações nas áreas das neurociências, neurocognição e emoções, em patologias como a esquizofrenia, a toxicodependência e as demências.Autor de vários livros e centenas de artigos científicos, tem como principal hobby a pintura a aguarela e o desenho.(retirado do site oficial do TEDx O'Porto)


        Opinião:Para mim foi mesmo muito interessante. Um estudo sobre os motivos biológicos da tristeza das pessoas. O João, acompanhou um estudo sobre o impacto da luz solar na alegria e tristeza das pessoas. Antes de mais concluiu que biologicamente (todos os dias e durante  todo o ano) todos temos um período de crescendo de alegria, seguido de um período de tristeza. O nosso dia a dia é assim, e está directamente ligado à exposição solar. Eu não posso entrar em pormenores sobre o estudo, porque corro o risco de dizer asneiras. Mas foi muito interessante perceber que se estão a desenvolver terapias com base na luz solar, para prolongar o estado de alegria, das pessoas que tem ciclos mais extremos. Muito interessante mesmo.



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        Gmb Akash
        "Survivors"


        "Nasceu no Bangladesh em 1977

        Fala: Bangla, Inglês, Hindi, Urdu

        "Hoje, considero-me abençoado, por me ter tornado um fotógrafo. Poder articular as experiências dos sem voz, e com isso trazer à luz a sua identidade, dá sentido e finalidade à minha própria vida"

        A Paixão de Akash pela fotografia começou em 1996. Para ele a fotografia não faz sentido exclusivamente como objecto estético. É uma ferramenta poderosa que tem de transmitir mensagens e produzir mudanças sociais.

        Participou na World Press Photo, seminário em Dhaka durante três anos e formou-se em Fotojornalismo em Pathshala, Dhaka. Foi reconhecido em mais de 40 prémios internacionais e o seu trabalho tem sido apresentado em mais de 50 importantes publicações de todo o mundo, incluindo: Time, Sunday Times, Newsweek, National Geographic Magazine, Geo, Stern, Der Spiegel, Brand Ein, The Guardian, Marie Claire, Colors, The Economist, The New Internationalist, Kontinente, Amnesty Journal, Courier International, PDN, Die Zeit, Days Japan, Hello, e Sunday Telegraph of London.Em 2002 tornou-se o o primeiro artista oriundo do Bangladesh a ser seleccionado para o Joop Swart Press Photo World Masterclass na Holanda. Em 2004 recebeu o Prémio Jovens Repórteres no Photo Festival, em Paris, mais uma vez o Bangladesh a estrear-se nesta honra. Em 2005 foi premiado com Melhor do Show no Centro de concorrência internacional Fine Art Photography no Colorado, E.U.A. Em 2006 foi agraciado com o prémio da World Press Photo e lançou seu primeiro livro First Light, entre muitos outros prémios e exposições." (retirado do site oficial do TEDx O'Porto)



        Opinião: Duas palavras para o caracterizar: corajoso e humilde. Embora o seu inglês, tivesse sido um pouco difícil de perceber, a mensagem que ele transmitiu foi de valorizar. Ele é fotografo e percebeu que as suas fotos, podiam ter algum impacto sobre a sociedade do país dele, onde as crianças são escravas dos adultos e atrocidades sobre elas são realizadas todos os dias. Pareceu-me uma pessoa já bastante perturbada pelo que já assistiu na vida, mas teve a humildade suficiente para dizer que os heróis eram aquelas crianças das fotos e não ele, e que ele apenas tenta fazer com que as pessoas que realmente podem acabar com as atrocidades, façam alguma coisa. Força para o Akash.

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        Julien Treasure
        "Listen!"


        "Julian Treasure, estuda o som e a sua influência nos comportamentos. É o presidente da Sound Agency, uma empresa que faz assessoria para empresas no mundo inteiro - escritórios, lojas, hotéis - sobre a maneira mais eficaz do uso do som. Julian apela para que se preste atenção aos vários sons que nos rodeiam. Como é que eles nos fazem sentir: produtivos, stressados, cheios de energia? Treasure é também autor do livro Sound Business e mantém um blog com o mesmo nome que pensa as questões da fonética. No início de 1980, Treasure foi baterista da Fall-influenced band Transmitters.(retirado do site oficial do TEDx O'Porto)


        Opinião: Não tenho muito a dizer da prestação do Julien a não ser que foi FANTÁSTICA. Conseguiu mostrar-nos a todos que a maior dificuldade dos nossos dias está no OUVIR e no SABER OUVIR, assim como a importância que o som tem no nosso dia a dia. Coloquei 2 vídeos onde ele dá a sua palestra em TED (nos TED de 2009 e 2010). Nada melhor do que ouvi-lo. experimentem.


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        1 comentário:

        1. Está certo, ficarei a aguardar novos relatos das interessantes palestras a que assiste a geração `a rasca :-) E já agora, espero pelo tal post sobre o mal que dela se disse!

          R.Neves (um tipo sem facebook)

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